Essa resiliência ajuda a sustentar a demanda das famílias e a renda, ponto de atenção do Banco Central, que na véspera voltou a cortar a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50%.
“Para 2026, a tendência é de um mercado de trabalho ainda resiliente, que deve seguir como um dos principais vetores de sustentação do consumo das famílias e do PIB. Mesmo diante da desaceleração da atividade econômica, projetamos uma queda gradual da taxa de desemprego nos próximos meses, encerrando o ano abaixo de 6%”, disse Rafael Perez, economista da Suno Research.
No primeiro trimestre, o número de desempregados saltou 19,6% ante os três meses anteriores, a 6,579 milhões, o que representou uma queda de 13,0% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Já o total de ocupados caiu 1,0% na comparação trimestral e aumentou 1,5% sobre o primeiro trimestre do ano passado, chegando a 101,976 milhões.
Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado registraram recuo de 0,6% nos três meses até março sobre o quarto trimestre, enquanto os que não tinham carteira diminuíram 2,1%.
“Vemos um mercado de trabalho ainda robusto, mas com piora em alguns indicadores importantes, como o aumento da população desocupação e queda da população ocupada. Porém, a PNAD é uma média móvel trimestral, e os impactos do conflito no Irã na renda real em particular, e no mercado de trabalho em geral, só irão ficar mais visíveis nas próximas leituras”, avaliou André Valério, economista sênior do Inter.
noticia por : UOL




