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Cuiaba - MT / 15 de julho de 2026 - 19:48

Como a fé blinda o cérebro contra a dor e reduz a mortalidade

O ditado “Ora que melhora” não era apenas uma superstição de avó. A ciência está mostrando que o poder da oração é mais do que um placebo, e que a fé tem a capacidade de, se não promover cura, melhorar a vida de quem reza.

O que antes era percebido pela sensibilidade natural das pessoas passou a ser atestado por equipamentos, dados e medições detalhadas. Foi assim com o time comandado pelo neurocientista Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que decidiu escanear o cérebro de freiras durante um período de oração profunda.

As religiosas foram submetidas a um exame de cintilografia de perfusão cerebral, também conhecido pela sigla em inglês SPECT. Quando comparados a um grupo de controle, composto por pacientes não religiosos, os resultados – publicados na revista Perceptual and Motor Skills, em 2003 – indicaram um aumento de fluxo sanguíneo em partes do cérebro ligadas ao foco, à empatia e às decisões morais.

Ao mesmo tempo, os cientistas perceberam que em outra porção do cérebro, responsável pela percepção espacial e pelas informações sensoriais como o tato e a dor, houve uma redução na atividade. Assim, a oração e a fé, segundo o estudo, têm potencial para diminuir sensações de desconforto e possibilitam que o fiel consiga se desconectar do mundo ao seu redor.