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Cuiaba - MT / 23 de agosto de 2026 - 23:29

Estatizar o Uber? Legalizar o aborto? As piores propostas dos candidatos à Presidência

A cada quatro anos, o Brasil passa por um fenômeno curioso: durante algumas semanas, o país se transforma em um grande balcão de promessas. Os candidatos à presidência da República chegam com soluções para praticamente tudo — e, se depender do discurso eleitoral, não haverá problema nacional que resista ao primeiro ano de mandato. Basta eleger o sujeito certo.

O problema é que, entre uma promessa plausível e outra, aparece sempre aquela ideia que parece ter sido concebida não em uma equipe de governo, mas em uma mesa de bar. Nesta eleição, os programas dos candidatos trazem de propostas ambiciosas a medidas que levantam uma pergunta bastante simples: alguém realmente parou para calcular quanto isso custa, verificar se o presidente pode fazer isso ou, em alguns casos, descobrir se a proposta é sequer possível?

Não é uma característica exclusiva de 2026. A história das eleições presidenciais brasileiras é pródiga em promessas que desafiam o orçamento, a Constituição, a matemática e, ocasionalmente, o bom senso. A volta da picanha, a inauguração do trem bala brasileiro ou do “aerotrem” e as estatizações em massa são algumas das promessas que parecem ter sido escritas sob a lógica de que, se eu quero algo, basta colocar no papel para que aconteça.

Mas não é preciso voltar ao passado para encontrar propostas capazes de provocar alguma incredulidade. Com 13 candidatos registrados para a Presidência, a eleição de 2026 já colocou sobre a mesa um cardápio suficientemente variado de ideias, metas e promessas inviáveis, impossíveis ou simplesmente vazias.