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Cuiaba - MT / 14 de maio de 2026 - 18:46

IBGE lança novo mapa-múndi bizarro sobre biodiversidade

O IBGE lançou em maio de 2026 um novo mapa-múndi comemorativo aos seus 90 anos, apresentando o Brasil no centro e o Sul na parte superior. A publicação, intitulada Riqueza de Espécies 2025, foca na biodiversidade global, mas recebe críticas pela falta de clareza técnica e pelo tom político.

Qual foi a justificativa para colocar o Brasil no centro do mapa?

Segundo o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, a decisão de colocar o Brasil no centro e inverter o eixo Norte-Sul é uma forma de afirmação política e civilizatória. O objetivo declarado é desafiar a visão histórica focada na Europa (eurocêntrica) e dar ao país um papel de destaque nos debates sobre o poder global e preservação ambiental.

O que o mapa busca representar em relação à natureza?

O mapa foca na biodiversidade, medindo a quantidade potencial de diferentes grupos de animais, como mamíferos, aves, répteis e peixes de água doce. Visualmente, o Brasil aparece em destaque com uma cor verde vibrante, sugerindo ser o principal reduto de espécies no planeta.

Por que a escala utilizada no mapa é considerada um problema?

O principal problema é que a escala informativa é muito vaga, indo apenas de ‘baixo’ para ‘alto’. Não há números claros para o público entender a diferença real de biodiversidade entre as regiões. O instituto explicou que essa simplificação foi feita para facilitar a leitura de pessoas que não são técnicas no assunto, mas especialistas vêm apontando a omissão de dados essenciais.

O que são as palavras em latim encontradas na divulgação inicial?

Durante a divulgação nas redes sociais, o mapa continha o termo ‘Lorem ipsum’ sobre a África. No meio editorial e gráfico, esse é um texto padrão usado apenas para testar o visual de um projeto antes de ele ser finalizado. Embora o IBGE tenha minimizado o caso como um erro de inserção de imagem, o detalhe sugere que uma versão ainda incompleta foi publicada pelo presidente do órgão.

Existem críticas internas no IBGE sobre essas novas projeções?

Sim, a mudança na forma de representar o mundo causou resistência. Entidades sindicais que representam os servidores do IBGE classificaram as propostas recentes como encenações simbólicas sem respaldo nas normas internacionais de cartografia. Para esses grupos, tais mudanças podem prejudicar a credibilidade técnica construída pelo instituto ao longo de nove décadas.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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noticia por : Gazeta do Povo

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