Marinara Lemes
O vereador Ilde Taques (Podemos) minimizou as movimentações de bastidores pela candidatura da Paula Calil
Marinara Lemes
O vereador Ilde Taques (Podemos) minimizou as movimentações de bastidores pela candidatura da Paula Calil
ANA JÁCOMO
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
A disputa pela Presidência da Câmara Municipal de Cuiabá voltou a ser debatido após o jantar realizado na noite dessa segunda-feira (22), que selou o apoio de 14 parlamentares ao projeto de reeleição da vereadora Paula Calil (PL). O projeto contou com a adesão de Baixinha Giraldelli (Solidariedade) e Dilemário Alencar (União Brasil). Impulsionado pela força política do deputado estadual Max Russi (PSB), Ilde Taques assegura contabilizar 13 votos, e garante que sua candidatura segue inalterada.
Em entrevista coletiva hoje (23), ele destacou que o grupo governista está longe de alcançar a margem jurídica necessária para viabilizar a permanência de Paula no comando do Legislativo. Para disputar a reeleição, a atual presidente depende de uma alteração no regimento interno da Casa, medida que exige o voto favorável de dois terços do parlamento, ou seja, 18 dos 27 vereadores.
Ilde Taques demonstrou convicção de que a adversária não atingirá essa votação. “De maneira nenhuma [inviabiliza o projeto]. Eu mesmo comecei com oito votos praticamente e o tabuleiro foi se movimentando. A Paula decidiu tentar porque ainda não pode disputar, ela precisa de dois terços e seriam 18 votos. E ontem, na reunião, tinha 14. Para 18, ainda falta muito chão“, declarou o vereador.
O candidato do Podemos também expôs os bastidores envolvendo o vereador Dilemário Alencar, que inicialmente se posicionava contra a mudança no regimento e era o nome preterido pelo Palácio Alencastro antes de o prefeito Abilio Brunini (PL) interferir diretamente para declarar a preferência por Paula Calil.
“O Dilemário até largou a liderança, ficou chateado, descontente, começou a fazer as cobranças para o prefeito e continuou cuidando de sua vida sendo candidato ali junto com a Baixinha, e sempre falando que era contra a mudança do regimento. E ontem, eu confesso que fiquei um pouco surpreso“.
Segundo ele, Dilemário o ligou após o jantar para explicar o acordo. Caso a mudança regimental seja rejeitada em plenário, o parlamentar do União Brasil assume a cabeça da chapa daquele bloco.
Ilde Taques reforçou que mantém conversas diárias com os colegas e que a união do grupo adversário não é unânime. “Nem todos concordam que seja a Paula“, revelou, enfatizando que o Legislativo exige independência. “Nós não podemos aqui achar que Câmara é como se fosse secretaria, que você coloca e tira a hora que bem entende. Aqui é um parlamento composto por 27 vereadores, os 27 têm direito ao voto e têm direito de ter opiniões diferentes. Nós vamos continuar trabalhando aí até o dia da eleição“.
Paralelamente às costuras de bastidores, a data da eleição, inicialmente prevista para agosto, deve sofrer alterações por segurança jurídica. A vereadora Maysa Leão (Republicanos) protocolou um pedido para que o pleito ocorra em 1º de outubro, enquanto o vereador Mário Nadaf (PV) sugeriu adiar para novembro.
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FONTE : ReporterMT





