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Cuiaba - MT / 1 de agosto de 2026 - 18:19

Joesley Batista se tornou o diplomata informal entre Lula e Donald Trump

O empresário Joesley Batista, ex-delator da Lava Jato, reemergiu recentemente como uma figura central na diplomacia brasileira ao intermediar um telefonema entre os presidentes Lula e Donald Trump. Sua influência cresceu nos EUA através da JBS, que hoje domina parte do mercado americano de carne.

Qual foi o papel de Joesley Batista no recente contato entre Lula e Trump?

Durante um encontro no Palácio do Planalto em abril de 2026, o presidente Lula comentou sobre a dificuldade de agenda com o governo americano. Joesley Batista, presente na reunião, usou seu celular pessoal para ligar diretamente para Donald Trump. O presidente dos EUA atendeu prontamente, conversando com Lula por 40 minutos, o que demonstrou o alto nível de acesso que o empresário brasileiro possui em Washington.

Como a JBS conseguiu tamanha relevância dentro dos Estados Unidos?

A ascensão começou há quase duas décadas, financiada em grande parte por recursos do BNDES. A empresa dos irmãos Batista comprou gigantes como a Swift e a Pilgrim’s Pride. Atualmente, a JBS controla 25% do mercado de carne bovina nos EUA e emprega mais de 70 mil pessoas, especialmente em estados que são redutos eleitorais de Trump, tornando-se peça-chave para manter os preços dos alimentos estáveis no país.

Quais estratégias de influência foram usadas pelos irmãos Batista?

Além do peso econômico, os empresários investiram pesado em lobby. Eles contrataram o ex-advogado pessoal de Trump por 15 anos, Marc Kasowitz, e doaram US$ 5 milhões para a cerimônia de posse do presidente americano em 2025. Essa doação foi a maior contribuição individual do evento, superando empresas como Amazon e Google, o que gerou críticas de políticos americanos sobre a compra de acesso político.