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Cuiaba - MT / 18 de maio de 2026 - 4:45

Morre copiloto de helicóptero da Polícia Civil do RJ baleado na cabeça durante voo

O copiloto Felipe Monteiro Marques, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, morreu neste domingo (17), aos 46 anos, no Hospital São Lucas, em Copacabana, onde estava internado desde março deste ano, após um período de recuperação em uma clínica de reabilitação.

Ele foi baleado na cabeça em março de 2025, em pleno voo, durante uma operação na Vila Aliança, zona oeste da capital fluminense. O helicóptero em que estava foi alvo de disparos de fuzis feitos por criminosos.

O policial ficou nove meses internado antes de ser transferido para a reabilitação, mas voltou ao hospital após apresentar inchaço na cabeça e infecção. Ele foi submetido a novas cirurgias e o quadro de saúde se agravou nos últimos dias, com uma infecção que os médicos tentaram combater usando antibióticos.

No sábado (16), a mulher dele, Keidna Marques, afirmou no Instagram, onde costumava divulgar atualizações sobre as condições do marido, que a situação estava grave.

“Queria muito vir aqui para dar boas notícias, como sempre fiz. Trazer amor, esperança e fé. Mas neste momento não estou em condições de falar”, disse.

A morte do policial foi informada pelas redes sociais dele e da Secretaria de Estado da Polícia Civil do Rio.

“Felipe honrou a missão policial com coragem, lealdade e espírito de sacrifício, atuando diretamente em operações aéreas no enfrentamento à criminalidade e em defesa da sociedade fluminense. Sua partida deixa um vazio irreparável em toda a instituição”, diz nota da secretaria.

No dia em que foi atingido, Monteiro estava em uma aeronave da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), apoiando uma operação policial para prender uma quadrilha especializada em roubos de vans.

O governo do Rio também lamentou a morte, manifestou solidariedade à família da vítima e reconheceu “a bravura e dedicação à segurança”.

“Até quando vamos ver nossos bravos guerreiros partindo?”, escreveu o ex-governador Claudio Castro (PL) nas redes sociais. Para o político, alvo na sexta-feira (15) de uma operação da Polícia Federal sob a suspeita de usar a máquina do estado para facilitar crimes atribuídos ao empresário Ricardo Magro, dono da Refit, a morte do piloto causa tristeza e revolta.

noticia por : UOL

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