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Cuiaba - MT / 14 de agosto de 2026 - 13:00

Operação mira quadrilha do Comando Vermelho que sequestrava e extorquia comerciantes no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta sexta-feira (14) suspeitos de integrar grupo ligado ao Comando Vermelho responsável por sequestrar e extorquir comerciantes da Baixada Fluminense.

Segundo a investigação, as vítimas eram mantidas reféns por horas, sob mira de armas, até entregarem senhas bancárias aos criminosos, que faziam transferências de valores para contas de terceiros.

Entre os presos está Carlos Eduardo Teodoro, o Arcanjo, apontado pela polícia como um dos chefes do núcleo de sequestros. A polícia não informou se ele já tem advogado. A reportagem busca a defesa dele.

Segundo a investigação, o grupo era dividido em três núcleos: um de chefia, outro responsável pelos sequestros e um terceiro pela movimentação do dinheiro obtido com as extorsões.

Arcanjo recrutava pessoas para ceder contas bancárias que recebiam os valores, posteriormente repassados a outras contas para dificultar o rastreamento, de acordo com a polícia.

Já Erick Ribeiro de Azeredo Geraldo, Alex de Oliveira do Nascimento e Cauã Victor Ribeiro integravam o núcleo encarregado de abordar as vítimas, levá-las ao cativeiro e mantê-las sob ameaça.

Nascimento é ex-membro da Associação de Moradores da Comunidade Paula Ramos, usada como cativeiro das vítimas. Ele não foi localizado e é considerado foragido. Segundo a polícia, o investigado também usava o próprio carro para transportar as vítimas até o local.

“Eles agiam de forma extremamente violenta e ameaçadora, escolhiam a dedo comerciantes da região. Uma das pessoas era ligada à associação de moradores”, afirmou o delegado William Pena Júnior, da DAS (Delegacia Antissequestro).

A reportagem tenta localizar a defesa dos suspeitos. Procurada na manhã desta sexta, por meio de redes sociais, a associação ainda não se manifestou.

As investigações começaram em março, após um comerciante de Duque de Caxias ser sequestrado e mantido por cerca de oito horas em cativeiro no Rio Comprido, na zona norte do Rio, até fornecer senhas e autorizações de acesso bancário aos criminosos. Ele também foi obrigado a gravar um áudio para a mulher afirmando que estava bem, segundo a polícia. Liberado nas proximidades do Juramento, teve prejuízo superior a R$ 500 mil.

No mesmo mês, outro comerciante de Caxias foi sequestrado e levado ao mesmo cativeiro. O filho da vítima estranhou o desaparecimento e acionou a polícia, que localizou o celular na região do morro Paula Ramos, na região central, e libertou o homem.

Os investigados responderão por extorsão com restrição de liberdade, lavagem de dinheiro, coação e associação criminosa.

De acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública), no Rio de Janeiro houve 81 sequestros-relâmpagos no primeiro semestre de 2026 ante 94 do mesmo período do ano anterior, uma redução de 13,8%.

noticia por : UOL

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