A secretária de Comércio das Filipinas, Christina Roque, disse que o país possui uma “política firme contra o trabalho forçado, em conformidade com várias convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”.
Mesmo antes da entrada em vigor da nova rodada tarifária de 12,5%, Austrália, Japão e Nova Zelândia, aliados dos EUA na Ásia, criticaram duramente as barreiras. Canberra as considera “injustificadas”, Wellington as acha “extremamente decepcionantes” e Tóquio as “lamenta”.
O argumento do trabalho forçado
Em meados de março, o representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer, iniciou uma investigação para determinar se os parceiros comerciais dos EUA haviam eliminado completamente de suas cadeias de suprimentos produtos fabricados com mão de obra forçada.
“Buscamos acabar com o comércio desse tipo de produto”, explicou Greer à CNN. “Se você permite a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, cria-se uma concorrência desleal para os seus próprios produtos. Queremos que todos os países tenham o mesmo tipo de proteção”, acrescentou.
Segundo Greta Peisch, advogada especializada em comércio internacional, o objetivo é “manter poder de negociação e continuar pressionando para que os países continuem a honrar os acordos comerciais que assinaram e, talvez, negociem outros no futuro”. “Há um fio condutor, mesmo que as alíquotas tarifárias variem significativamente e as justificativas para elas mudem com o tempo”, acrescentou ela.
noticia por : UOL




