Amostras foram encontradas armazenadas em freezers de diferentes laboratórios da Unicamp. A equipe identificou parte dos materiais furtados no laboratório de Engenharia Metabólica e de Bioprocessos, da FEA. A universidade lacrou todos os laboratórios com freezers na FEA, de acordo com o termo de audiência da prisão em flagrante de Soledad, obtido pelo UOL.
Um policial federal que participou da investigação apontou que Soledad usava laboratórios de outros professores. A direção da FEA informou às autoridades sobre quais locais estavam emprestados à docente.
Na sequência, os policiais foram informados pela Unicamp que Soledad esteve, em outros dias, com sua orientanda em outro laboratório. A instituição suspeitou que os demais materiais subtraídos pudessem estar no local, o Laboratório de Doenças Tropicais, do Instituto de Biologia. A decisão judicial indica que a docente tinha autorização prévia dos responsáveis pelo laboratório para utilização e guarda de seu material no local.
Parte do material furtado foi encontrado manipulado e aberto no Laboratório de Doenças Tropicais. Alguns frascos foram descartados no espaço. Já no Laboratório de Cultura de Células, também no Instituto de Biologia, dentro de uma lixeira, foi localizada “grande quantidade de frascos descartados” identificados como sendo do laboratório furtado.
A decisão judicial apontou indícios de que a docente acessava diferentes laboratórios da Unicamp mesmo sem acesso próprio. Em alguns casos, ela contava com a ajuda de terceiros para entrar nos espaços.
A polícia disse haver evidências de que Soledad manteve sob sua guarda e manipulou as amostras biológicas. Isso ocorreu em ambientes diferentes do autorizado, havendo o deslocamento do material entre laboratórios e com armazenamento irregular, em descumprimento das normas técnicas e institucionais de controle.
noticia por : UOL



