O critério de seleção adotado pela autoridade policial foi o pertencimento a um grupo identitário de gênero e raça, e não qualquer semelhança individualizada com a descrição física da suspeita fornecida pela vítima
Defensoria Pública de Pernambuco, em ofício enviado a Duda Salabert
Para defensores, reconhecimento gerado a partir de fotos apresentadas não terá validade legal. O entendimento deles é de que a “flagrante fragilidade probatória” relacionada ao reconhecimento fotográfico em questão não pode “fundamentar eventual decreto condenatório”.
O UOL procurou o governo de Pernambuco e a Polícia Civil do estado. Se houver resposta, o texto será atualizado.
Para Duda, caso expõe “prática discriminatória”, não um erro. Em nota à imprensa, a deputada afirmou que “esse episódio escancara uma cultura institucional que ainda associa corpos trans e negros à criminalidade”. A parlamentar informa que “cobrará explicações das autoridades competentes”.
Procurada pelo UOL, Erika ainda não se manifestou sobre o caso. O espaço segue aberto.
Duda e Erika são as primeiras deputadas federais trans eleitas no Brasil. A mineira foi a mulher mais votada do estado em 2022 e recebeu o apoio de mais de 200 mil eleitores. Já a paulista teve mais de 100 mil votos e registrou a nona maior votação do estado no mesmo ano.
noticia por : UOL



