Em fevereiro, Flávio Bolsonaro esperava chegar ao final do primeiro semestre em triunfo. Deu errado. Às vésperas da convenção que formalizará sua candidatura presidencial, no sábado, o herdeiro político do capitão tropeça em notícias ruins. A entrada em vigor, nesta quarta-feira, do tarifaço de 25% que Trump impôs a uma lista de produtos fabricados no Brasil derrama água no chope da celebração que o PL programou para o final de semana.
De aliado do bolsonarismo, Trump se converteu numa oportunidade que Lula aproveita para grudar no rival a pecha de traidor da pátria. Ecoando o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, Flávio Bolsonaro atribui a sanção contra o Brasil à hipotética intransigência do governo brasileiro. A concessão do green card a Eduardo Bolsonaro pelo governo Trump compromete o argumento. O prêmio chegou após a condenação de Eduardo no Supremo por articular nos Estados Unidos sanções para evitar a prisão do pai.
Do ponto de vista político, a família Bolsonaro entrou no código genético das retaliações norte-americanas contra o Brasil. Desse DNA saíram as tarifas que impõem prejuízos a empresários e trabalhadores brasileiros. Isso transforma a preferência de Trump pelo bolsonarismo num passivo eleitoral de Flávio.
noticia por : UOL




