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Cuiaba - MT / 23 de abril de 2026 - 16:14

Tim Cook deixará cargo de CEO da Apple

A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que Tim Cook, 65, deixará o cargo de CEO do grupo no início de setembro. Ele será substituído pelo chefe de hardware John Ternus, 50.

Cook assumiu o cargo do fundador Steve Jobs em 2011. Ele se tornará presidente do conselho de administração da Apple.

A saída de Cook encerra uma trajetória de quinze anos à frente do gigante de tecnologia de US$ 4 trilhões e faz de Ternus apenas o terceiro CEO da Apple em 30 anos.

O Financial Times já havia informado, em novembro do ano passado, que o conselho da Apple estava se preparando para nomear um novo CEO este ano.

Ternus, um veterano com 25 anos de empresa e há muito visto como o provável sucessor de Cook, supervisiona a engenharia dos principais produtos da companhia, incluindo o iPhone, o iPad e o Macbook.

Cook disse que Ternus “tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra”, acrescentando que ele era “sem dúvida a pessoa certa para conduzir a Apple ao futuro”.

Como presidente do conselho, Cook substituirá Arthur Levinson, que se tornará diretor independente após 15 anos liderando o conselho.

Cook era um confidente próximo do fundador da Apple, e inicialmente assumiu como CEO interino enquanto Jobs passava por tratamento contra o câncer em 2009, antes de assumir permanentemente em agosto de 2011, pouco antes da morte da lenda da tecnologia.

Sob a gestão de Cook, a fabricante do iPhone cresceu aproximadamente dez vezes, vendendo mais de US$ 200 bilhões em iPhones e se tornando um gigante de serviços que gera mais de US$ 100 bilhões por ano com negócios como a App Store, Apple Pay e iCloud.

Embora não tenha a personalidade chamativa e o foco agressivo em produtos de Jobs, Cook foi amplamente aclamado por sua expertise operacional e creditado por construir a vasta rede de manufatura da empresa na China e no Sudeste Asiático.

Cook foi recrutado por Jobs da Compaq em uma época em que essa empresa estava em alta com o boom dos PCs nos anos 1990 e Jobs trabalhava para resgatar a Apple da beira da insolvência.

Embora Cook tenha construído sua reputação inicial na Apple desenvolvendo sua extensa cadeia de suprimentos na China, ao longo dos anos ele se tornou um CEO celebridade por mérito próprio. Ele foi o primeiro CEO de uma empresa da Fortune 500 a se assumir gay em 2014 e tomou posições públicas sobre questões como diversidade no ambiente de trabalho e sustentabilidade corporativa.

Em 2018, afirmou em entrevista à CNN que o melhor presente que Deus lhe deu foi ser gay. “Tenho muito orgulho disso”, disse à jornalista Christiane Amanpour, repetindo uma declaração que já havia dado em 2014.

Em meio à investida do governo Trump contra imigrantes, Cook se manifestou pedindo a diminuição nas ações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) no país. Em memorando enviado aos funcionários na intranet da Apple, ele afirmou que está “com o coração partido” pelos recentes eventos e pediu calma.

Cook, que presenteou o presidente dos EUA, Donald Trump, com uma placa dourada personalizada, também continuará a se relacionar com formuladores de políticas, disse a empresa. Durante a gestão atual de Trump, ele manteve uma relação de altos e baixos com o presidente americano.

Cook chegou a negar um convite de Trump para uma viagem ao Oriente Médio, que contou com uma lista de líderes de grandes empresas dos EUA. A negativa teria incomodado o republicano. Em meio à guerra comercial travada pelo governo republicano, Trump chegou a ameaçar, em postagem nas redes sociais, impor uma tarifa de 25% sobre iPhones fabricados fora dos EUA.

Posteriormente, Cook esteve presente em um jantar na Casa Branca que serviu como vitrine para promessas bilionárias de investimento em IA no país. Na ocasião, ele elogiou Trump. “Quero agradecer por dar o tom para que pudéssemos fazer um grande investimento [US$ 600 bilhões] nos Estados Unidos… isso diz muito sobre seu foco, liderança e seu foco na inovação”, afirmou durante o encontro.

Com Reuters, Financial Times e The New York Times

noticia por : UOL

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