Candidato democrata ao Senado é suspeito de ter ligações com a Irmandade Muçulmana

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Candidato democrata ao Senado é suspeito de ter ligações com a Irmandade Muçulmana

No Michigan, um dos campos de batalha mais difíceis para o Senado nas próximas eleições de meio de mandato dos EUA (em 3 de novembro), está o candidato Abdul El Sayed está envolvido em um escândalo. Um escândalo apenas para os republicanos e para os eleitores de tendência conservadora, porque para os progressistas já não faz mais efeito. Mas, de qualquer forma, a dúvida é forte: e se o candidato a senador for afiliado à Irmandade Muçulmana?

A dúvida surgiu logo de início, quando ele se candidatou nas primárias do Partido Democrata, no verão passado, e recebeu o apoio financeiro do CAIR, associação muçulmana americana que está na lista negra do Texas e da Flórida, mas também dos Emirados Árabes Unidos, justamente por seus laços (ainda presumidos, para a justiça americana) com a Irmandade. El Sayed, antes mesmo de se candidatar, havia participado como palestrante de eventos do CAIR, como aquele contra a lei anti-Sharia de Oklahoma.

Durante um debate eleitoral no último fim de semana em Caro, uma cidadezinha no norte do Michigan, um espectador perguntou repetidamente ao candidato democrata ao Senado se ele renegava a Irmandade Muçulmana. Tratava-se de uma emboscada política, pois o espectador, que se apresentava como “Tommy”, era um político republicano, Thomas Teepell, assistente do senador do Missouri Josh Hawley. Mas El Sayed caiu de cabeça na armadilha: em nenhu momemnto ele quis responder à pergunta sobre a Irmandade Muçulmana. Não disse simplesmente: “renego a Irmandade Muçulmana”. Ele rodeou a pergunta e até a voltou contra quem a estava fazendo (“e o senhor renega a Irmandade Muçulmana? E por que não pergunta aos outros presentes se eles a renegam?”). Mas nunca disse um “sim” definitivo. Em vez disso, quis deliberadamente confundir as coisas para se passar por perseguido religioso.

Para completar, o candidato comparou-se a Kennedy, cuja candidatura era colocada em dúvida por ele ser católico. Mas El Sayed não é colocado em dúvida por ser muçulmano, e sim por ser suspeito de integrar a Irmandade Muçulmana, que é um grupo designado como terrorista até mesmo nos próprios EUA. O ramo egípcio, em particular, é um dos que estão na lista negra americana, e o Egito é o país de origem da família de El Sayed.